• Dawton Valentim

O que ser professor mudou no meu “ser pesquisador”

Atualizado: 23 de abr.

Recentemente, durante uma discussão sobre a terminologia mais adequada para se referir a “literatura oral”, numa das aulas do doutorado, me peguei impaciente. No processo de autoanálise, percebi que a impaciência com uma discussão abstrata vinha do chão (mesmo que digital) da sala de aula.

O ano passado foi um período em que decidi me dedicar integralmente à experiência de ensino na educação básica.


Foram 12 meses pensando única e exaustivamente em estratégias de ação e reflexões práticas. Este ano, no entanto, dividido entre a prática profissional e a prática acadêmica como nunca antes, também me divido entre as urgências da escola e o abstracionismo da pós-graduação.


E não é uma crítica à universidade. Longe disso. É uma observação, uma reflexão. Pensar sobre a terminologia certa para um fenômeno aparentemente distante da minha prática (mas só aparentemente mesmo) me pareceu pequeno perto da preocupação de manter os alunos engajados nas aulas remotas, por exemplo.


No fim das contas, notei que estou mais atento à metodologia das coisas e à conversão dos aprendizados acadêmicos para a prática pedagógica, tendo mais dificuldades para me concentrar em discussões mais abstratas e próprias de boa sorte da rotina de pesquisa na área de Linguística e Literatura.


Engraçado, né?!

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